A arte da autoficção:

autobiografia, experiência e subversão

O romancista de autoficção é um fabulador e criador de sua própria vida. Ele é aquele que inventa uma história a partir da sua própria vida, das suas experiências e das suas fantasias. Além disso, ele também aproveita a vida e obra dos outros personagens (reais ou inventados) para construir uma aventura própria. Assim sendo, autoficção é romance, é ficção, é literatura, mas também é autobiografia, experiência “vivida” e narrada.

A OFICINA - Carga horária: 6 horas

1. Apresentar, ler e discutir os textos de Barthes: "A morte do autor", Lejeune: "O pacto autobiográfico" e Doubrovsky: "Autoficção".

 

2. Discutir a questão da memória. Leitura e discussão de partes do "Em busca do tempo perdido" de Proust.

Exercício de escrita: Propor a redação de uma memória pessoal de cada aluno.

 

3. Leitura dos textos produzidos.

 

4. Apresentar, ler e discutir partes dos livros: Wilkomirski: "Fragmentos"; Tezza: "O filho eterno"; Levy: "A chave de casa", , Kucinsky: "K", Fux: "Antiterapias".

 

5. Pergunta: É permitido fazer 'ficção' ou 'autoficção' com tudo? E as implicações morais, éticas e legais? 

 

6. Exercício de escrita: Propor a redação de um texto 'polêmico'.

 

7. Leitura e discussão dos textos.

Quem vai conduzir este mergulho?

JACQUES FUX​

Jacques Fux é formado em Matemática, mestre em Ciência da Computação, doutor em Literatura Comparada pela UFMG e Docteur em Langue, Littérature et Civilisation Françaises pela Université de Lille 3, França. Foi pesquisador visitante no Departamento de Romance and Languages na Universidade de Harvard (2012-2014). Pós-doutor em Teoria Literária pela UNICAMP, UFMG e CEFETMG. Com seu livro de crítica literária - Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OULIPO (Editora Perspectiva, 2016) venceu o Prêmio Capes pela melhor tese do Brasil em Letras/Linguística e foi finalista do Prêmio APCA de 2016. Foi também Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013 com seu primeiro romance, Antiterapias. Autor de Brochadas: confissões sexuais de um jovem escritor (Rocco, 2015) – Prêmio Nacional Cidade de Belo Horizonte e Meshugá: um romance sobre a loucura (José Olympio, 2016), vencedor do Prêmio Manaus de Literatura 2016, Nobel (José Olympio, 2018) Georges Perec (Relicário, 2019), O Enigma do Infinito (Positivo, 2019) e Ménage Literário (Relicário, 2020). Foi escritor residente na Ledig House em New York.

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